CONSPIRAÇÃO NA MORTE DE VARGAS! SERÁ?



Morreu o presidente Getúlio Vargas, no palácio presidencial do Catete,  antigo palácio da República, no bairro do Flamengo no Rio de Janeiro.  Afinal, Vargas teria sido morto ou teria se suicidado, como diz a história do Brasil? 


Virgínia Lane, ex-vedete e amante do presidente Getúlio Vargas durante 15 anos, revela em entrevista concedida em 2007 a Roberto Canazio, na Rádio Globo, que Getúlio foi assassinado. 

Convido-os a uma reflexão sobre o caso de um dos políticos mais querido e também o mais controverso da História do Brasil.

As informações existentes sobre a morte de Getúlio são no mínimo passíveis de dúvida, a começar pela forma que o suposto suicídio aconteceu (um tiro no peito) onde os livros dizem ter Getúlio atirado, da esquerda para a direita, entre as costelas, debaixo para cima, logo abaixo do mamilo esquerdo e bem sobre o coração. Não é no mínimo estranho alguém se matar desse jeito, quando o normal é um tiro no ouvido, na têmpora ou na boca? Já que um tiro no peito faria a pessoa agonizar e sofrer por bastante tempo até sua morte, enquanto que um tiro na cabeça seria rápido e fatal. Sem falar na dificuldade de segurar uma arma na posição em que o tiro ocorreu.


Reparem na foto de Getúlio morto, próximo ao mamilo esquerdo o buraco deixado pelo disparo... Agora eu pergunto a vocês! Vendo o ferimento, seria complicado ou não ele mesme ter deferido o tiro fatal!? 

E mais, porque na foto constante em alguns livros o tiro no peito de Getúlio aparece limpo, quando um tiro no coração geraria uma enorme mancha de sangue no pijama dele, quanto mais na cama onde ele aparece morto, estando pijama e cama LIMPOS? 



Em 1949, o jornalista Carlos Lacerda funda o jornal "Tribuna da Imprensa", diário que foi o principal porta-voz da oposição durante o segundo governo do presidente Getúlio Vargas (1951/1954). Os ataques diários ao governo do presidente passaram a ser uma rotina na "Tribuna da Imprensa". Carlos Lacerda entraria para a História do Brasil por ter sido vítima de um atentado que mais tarde culminaria com a morte do presidente. 

O Atentado

No dia 05 de agosto de 1954, ao voltar de um comício realizado no Colégio São José, no Rio, o jornalista foi atingido por um tiro quando chegava a sua casa, localizada à rua Toneleros. O atentado, que deixou Lacerda ferido no pé, provocou a morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz, que dava proteção ao jornalista. No mesmo dia, ainda no Hospital Miguel Couto, para onde foi levado após ser baleado, Carlos Lacerda responsabilizou "elementos da alta esfera governamental" pelo crime.

Naquele mesmo dia exibiu, em seu jornal, as fotos de um ferimento com bala em seu pé esquerdo – ferimento cuja veracidade seria contestada depois. O prontuário do Hospital Miguel Couto, onde fora atendido, sumiria misteriosamente.Por que será?



Uma semana depois, Lacerda publicou um editorial na "Tribuna da Imprensa", pedindo a imediata renúncia do presidente Vargas.

As principais suspeitas do atentado recaíram sobre Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente. Realmente, o chefe da segurança do presidente Vargas, Gregório Fortunato, chamado O Anjo Negro, sempre estava ao lado do presidente como vocês podem ver na foto abaixo. No mesmo dia do atentado Getúlio chamou Gregório e indagou-lhe se tinha participação no episódio. Ele negou. 



Um pistoleiro chamado Alcino do Nascimento, havia sido preso e confessara ter atirado contra Lacerda. De acordo com as investigações as suspeitas da autoria intelectual do atentado recaíam agora sobre Lutero Vargas e Benjamin Vargas, o filho e o irmão do presidente respectivamente. Por fim, dois oficiais chegam ao Catete, com uma intimação para Benjamin Vargas, irmão de Getúlio. Ele é acusado de ser o autor intelectual do atentado a Lacerda e se recusa a deixar o palácio. 

No Congresso, deputados da conservadora UDN (União Democrática Nacional), passaram a exigir a renúncia de Vargas. Da Aeronáutica, a crise logo se alastraria para as demais corporações armadas. Durante todo o seu governo, Getúlio enfrentara a oposição dos militares.


A investigação do atentado a Lacerda continuou e descobriu documentos que foram apreendidos no porão do Catete, no arquivo pessoal de Gregório Fortunato, o filho mais novo de Getúlio, Manoel Antônio Vargas, o Maneco, vendera ao "Anjo Negro" uma fazenda por 3 milhões de cruzeiros – quando o salário de Fortunato não passava de 15 mil cruzeiros mensais. 

De fato, menos de um mês depois da morte do presidente, o IPM que investigava o atentado a Lacerda foi encerrado e o irmão de Getúlio, Benjamim, e o filho, Lutero, inocentados. O único culpado foi Gregório Fortunato, o Anjo Negro e segurança do Presidente. 

Acho estranho a culpa ter recaído unicamente no segurança de Getúlio, a frase “A corda arrebenta do lado mais fraco” parece fazer sentido nesse caso. 

Em, 24 de agosto de 1954, Vargas é encontrado morto em seu quarto no palácio do Catete. 

O país inteiro quedou em estado de choque. Ninguém esperava por aquele desfecho para a crise que se abatera como uma nuvem negra sobre o governo, apesar de o próprio Getúlio ter dito, dias antes, com todas as letras: “Só morto sairei do Catete”. 

Mas diante de um caso tão complexo é preciso que seja analisada todas as possibilidades e quando Vargas disse que só sairia do Catete morto, não quer dizer exatamente que ele se suicidaria, mas pode também significar que ele lutaria até o fim para permanecer no poder.
Com a notícia da morte do Presidente multidões saíram às ruas. Enfurecidos, manifestantes depredaram a sede da Tribuna da Imprensa, o jornal de Carlos Lacerda. 

Uma massa humana de 100 mil pessoas, a maioria em pranto incontrolável, desfilou diante do caixão do presidente, velado no próprio Palácio do Catete, sede do governo federal, no Rio.


O cortejo que acompanhou o seu corpo do palácio do Catete ao aeroporto Santos Dumont (trasladado para São Borja, no Rio Grande do Sul) reuniu a maior multidão da história do Rio de Janeiro.


Há quem diga que Gregório Fortunato sabia de tudo, tanto sabia, que foi assassinado quando pisou em terra firme quando retornava de uma ilha onde estava preso, Gregório levou uma facada no peito. Parece ter sido uma verdadeira queima de arquivo, Gregório era um dos homens que poderia contar o que realmente aconteceu, mas foi silenciado para sempre.

Outro fato estranho, pelo o que se sabe nem houve na época um laudo pericial, o local onde houve o suposto suicídio de Getúlio Vargas não foi preservado e foi invadido por políticos, imprensa e alguns populares. 


Antes de seu suposto suicídio com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) teria escrito uma carta ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita e outra mais longa, datilografada. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo.


Percebam que existem duas versões da carta de Vargas, uma manuscrita e outra datilografada, esta última serviu como o último comunicado do presidente ao povo brasileiro. Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho que teria escrito a carta sob encomenda.Mas encomenda de quem? De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. Percebam que na época existiu a suspeita da família do presidente sobre a autoria da carta supostamente deixada por Vargas. 

Agora vejam a manchete do jornal (O Radical) no dia seguinte ao crime: Na primeira página do jornal aparece a foto de Getúlio já morto e o seguinte título: “ESSE HOMEM FOI ASSASSINADO”. Curiosamente com o tempo o jornal também foi silenciado. Por que será né!? Detalhe: o proprietário do jornal era irmão de um dos ministros de Getulio Vargas.



A SUPOSTA CARTA DE VARGAS QUE FOI DATILOGRAFADA E LIDA PARA O POVO COMO SENDO AS ÚLTIMAS PALAVRAS DO PRESIDENTE

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”



Agora vejam trecho da entrevista da ex vedete Virgínia Lane para a rádio Globo em 2007, ela foi amante de Getúlio por quinze anos.




"Eu estava na cama com ele, QUANDO ENTRARAM E MATARAM ELE". Observe o espanto do radialista quando a Regina Lane faz a grande revelação, ela também fala que contaria detalhes em seu livro, que seria lançado naquele ano, o que jamais aconteceu! Por que será?



"EU MORRO DIZENDO A VERDADE!" declarou a vedete Virgínia Lane, com 87 anos na época em que deu a entrevista, ela morreu em 10 fevereiro de 2014 no Rio de Janeiro aos 93 anos.... e seu livro nunca foi lançado.

Tirem suas próprias conclusões!



Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

4 comentários:

  1. Eu também não acredito nesse suposto "suicídio".

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  2. Eu sempre tive duvidas ,dai conheci um homem que me disse ter sido da guarda pessoal dele e me falou que realmente ele foi assasinado

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  3. E por que não a mataram tb? Não acredito na ex-amante do então presidente Getúlio Vargas!

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  4. Em Primeiro lugar, sempre haverá uma tendencia das pessoas preferirem acreditar na versão mais intrigante e fantástica do que numa versão mais simples e sem graça.
    Podem ver, teorias de conspirações existem ao montes sobre a princesa Diana, Elvis Presley, Bin Laden, Sadan Hussein.
    Até se inventou a frase: "onde há fumaça há fogo" que é justamente pra se ter liberdade de acreditar na versão mais incriminatória de tudo

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